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sexta-feira, 15 de maio de 2009

BABAÇU (Orbignya speciosa)





BABAÇU (Orbignya speciosa)

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Arecales

Família: Arecaceae (palmae)

Género: Orbignya

Espécie: Orbygnia speciosa

Ocorrência

região amazônica, Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Mato Grosso

Outros nomes

baguaçui, uauaçu, aguaçu, bauaçu, coco de macaco, coco de palmeira, coco naiá, coco pindoba, guaguaço
Características

espécie elegante que pode atingir até 20 m de altura. Estipe característico por apresentar restos das folhas velhas que já caíram em seu ápice, com 30 a 40 cm de diâmetro. Folhas em número de 15 a 20 contemporâneas, com até 8 m de comprimento, arqueadas, mantendo-se em posição retilínea, pouco voltando-se em direção ao solo. Orientando-se para o alto, o babaçu tem o céu como sentido, o que lhe dá uma aparência bastante altiva. Flores creme-amareladas, aglomeradas em longos cachos. Cada palmeira pode apresentar até 6 cachos, sustentados por pedúnculo de 70 a 90 cm de comprimento, surgindo de janeiro a abril. Frutos ovais alongados, de coloração castanha em cachos pêndulos. A polpa é farinácea e oleosa, envolvendo de 3 a 4 sementes oleaginosas. Um Kg de frutos contém 10 unidades.

Habitat

floresta pluvial

Propagação

plantio direto dos frutos (côco-semente)

Utilidade

é uma das mais importantes representantes das palmeiras brasileiras. O principal produto extraído do babaçu, e que possui valor mercantil e industrial, são as amêndoas contidas em seus frutos. As amêndoas - de 3 a 5 em cada fruto - são extraídas manualmente em um sistema caseiro tradicional e de subsistência. É praticamente o único sustento de grande parte da população interiorana sem terras das regiões onde ocorre o babaçu: apenas no Estado do Maranhão a extração de sua amêndoa envolve o trabalho de mais de 300 mil familias. Em especial, mulheres acompanhadas de suas crianças: as "quebradeiras", como são chamadas. Não obstante, as inúmeras tentativas de se inventar e implementar a utilização de máquinas para a realização da tarefa, a quebra do fruto tem sido feita, desde sempre, da mesma e laboriosa maneira. Sendo a casca do fruto do babaçu de excepcional dureza, o procedimento tradicional utilizado é o seguinte: sobre o fio de um machado preso pelas pernas da "quebradeira", fica equilibrado o coco do babaçu. Depois de ser batido, com muita força e por inúmeras vezes, com um pedaço de pau, finalmente, o coco parte-se ao meio, deixando aparecer suas preciosas amêndoas. O babaçu concentra altos teores de matérias graxas, ou seja, gorduras de aplicação alimentícia ou industrial. Assim, o principal destinatário das amêndoas do babaçu são as indústrias locais de esmagamento, produtoras de óleo cru. Constituindo cerca de 65% do peso da amêndoa, esse óleo é subproduto para a fabricação de sabão, glicerina e óleo comestível, mais tarde transformado em margarina, e de uma torta utilizada na produção de ração animal e de óleo comestível. Suas folhas servem de matéria-prima para a fabricação de diversos utilitários como cestos de vários tamanhos e funções, abanos, peneiras, esteiras, cercas, janelas, portas, armadilhas, gaiolas, etc. e como matéria-prima fundamental na armação e cobertura de casas e abrigos. Durante a seca, essas mesmas folhas servem de alimento para a criação. O estipe do babaçu, quando apodrecido, serve de adubo. Se em boas condições, é usado em marcenaria rústica. Das palmeiras jovens, quando derrubadas, extrai-se o palmito e coleta-se uma seiva que, fermentada, produz um vinho bastante apreciado regionalmente. As amêndoas verdes - recém-extraídas, raladas e espremidas com um pouco de água em um pano fino fornecem um leite de propriedades nutritivas semelhantes às do leite humano, segundo pesquisas do Instituto de Recursos Naturais do Maranhão. Esse leite é muito usado na culinária local como tempero para carnes de caça e peixes, substituindo o leite de coco-da-bahia, e como mistura para empapar o cuscuz de milho, de arroz e de farinha de mandioca ou, até mesmo, bebido ao natural, substituindo o leite de vaca. A casca do coco, devidamente preparada, fornece um eficiente carvão, fonte exclusiva de combustível em várias regiões do nordeste do Brasil. A população, que sabe aproveitar das riquezas que possui, realiza freqüentemente o processo de produção do carvão de babaçu durante a noite: queimada lentamente em caieiras cobertas por folhas e terra, a casca do babaçu produz uma vasta fumaça aproveitada como repelente de insetos. Outros produtos de aplicação industrial podem ser derivados da casca do coco do babaçu, tais como etanol, metanol, coque, carvão reativado, gases combustíveis, ácido acético e alcatrão.

Florescimento

janeiro a abril

Frutificação

agosto a janeiro

sábado, 2 de maio de 2009

BOLEIRA (Joannesia princeps)









BOLEIRA (Joannesia princeps)
Nomes populares:

Cutieira, Boleira, Andá-assu.

Onde é encontrada:
Pará até São Paulo. Bahia. Espírito Santo e Minas Gerais, principalmente na floresta pluvial da encosta atlântica. Encontrada com certa regularidade nas matas da região, inclusive de grande porte, e também no paisagismo urbano, onde é muito comum.
Características:
Árvore de médio a grande porte, 15 a 30 metros de altura. Folhas compostas pinadas, 5 a 6 folíolos, até 20 cm. Floração branca, em cachos, muito pequena. Fruto com 10 cm de diâmetro, polpa externa relativamente macia e endocarpo resistente. É necessário quebrar o endocarpo e extrair as sementes para plantio. Contem duas a três sementes por fruto, 2 a 3 cm de diâmetro.
Utilidades:
As sementes são usadas como medicamento, pelo forte poder purgativo.Usadas em maior quantidade podem fazer mal, pelo mesmo motivo. Germinação e desenvolvimento muito rápido, e boa adaptabilidade, indicada para arborização e reflorestamento.
Época de floração e frutificação:

Floresce em Julho, frutos em Março. Madeira - Leve (densidade 0.52 g/cm³), porosa, de fibras bastante revessas porém de talhe macio, de cor clara às vezes com manchas amarelas.
Utilidade:
A madeira é especial para o fabrico de palitos de fósforo, para celulose, tabuado para forros, canoas e jangadas, escalares e caixotaria. As sementes encerram 37% ,de óleo pesado e amarelo, útil para fins medicinais e industriais (substitui o óleo de linhaça). A árvore é útil para sombreamento em pastagens, porém não para arborização de ruas em virtude do tamanho e peso dos frutos, além da facilidade com que o vento quebra seus galhos. Pelo papel que desempenha na alimentação da fauna através de seus frutos, não deve faltar na composição de florestas destinadas ao repovoamento de áreas degradadas de preservação permanente.









sexta-feira, 17 de abril de 2009

PEROBA (Aspidosperma polyneuron)

















PEROBA (Aspidosperma polyneuron)


Reino- Plantae
Espécie- Aspidosperma polyneuron
Gênero- Aspidosperma
Família- Apocynaceae

Ocorrência

Da Bahia até o Paraná
Outros nomes

Peroba rosa, peroba amargosa, peroba rajada, peroba açu, sobro, peroba comum, peroba do rio, peroba paulista, peroba mirim, peroba miúda.

Características
Árvore caducifólia de grande porte com 20 a 30 m de altura, pouco copada, muito esguia, com tronco de 60 a 90 cm de diâmetro, com casca rugosa acinzentada, com tecido protetor, de espessura variável e profundamente sulcada longitudinalmente. Ramos e folhas com látex branco. Folhas glabras, simples, alternas, obovadas a elíptico-oblongas, brilhantes na face superior, nervura central saliente e nervuras secundárias e terciárias proeminentes em ambas as faces, de 5 a 12 cm de comprimento e 2 a 4 cm de largura. Flores pequenas, brancas, hermafroditas e agrupadas em inflorescências terminais. Fruto folículo, castanho, oblongo a obovado, com lenticelas, seco, deiscente, geralmente achatados (às vezes atenuado na base), semilenhoso, com cerca de 4 a 6 cm de comprimento por 1 a 2 cm de largura, com uma crista mais ou menos proeminente, com duas a cinco sementes por fruto. Sementes elípticas, com 2 a 4 cm de comprimento por 8 a 10 mm de largura, provida de núcleo seminífero basal de asa membranácea e parda, dispersas naturalmente pelo vento. Um Kg de sementes contém 11.000 e 14.000 unidades.

Habitat

Floresta estacional semidecidual e floresta pluvial atlântica

Propagação

Sementes

Madeira

Coloração vermelha-rosada, uniforme ou com manchas escuras, de superfície sem lustre e lisa, pesada, dura e muito durável.

Utilidade

Madeira de primeira qualidade, amplamente utilizada na construção civil como vigas, caibros,assoalhos e escadas, em obras externas como postes e dormentes, na confecção de móveis pesados, carrocerias, vagões e em contruções navais. A casca é amarga e tida na medicina popular como tônica e febrífuga. Indicada para paisagismo e regeneração de áreas degradadas.

Florescimento

Outubro a novembro

Frutificação

Agosto a setembro

Ameaças

A super-exploração econômica levou a peroba-rosa ao estado de perigo. Para isso contribuiu a destruição dos ecossistemas de origem.